Estudo mostra relação entre improvisos de jazz com sonhos profundos

03 de novembro de 2013, por Site Batera
Uma pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins e pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA mostra que improvisar no jazz é um pouco como sonhar. Os pesquisadores Charles Limb e Allen Braun convidaram músicos de jazz que entraram em um cilindro de ressonância magnética e tinham que tocar os dedos em um teclado especialmente projetado para ser usado dentro do equipamento.

Assim eles descobriram que, ao improvisar, as porções do cérebro ligadas à autocensura ficavam menos ativas, enquanto as áreas sensoriais e ligadas à expressão ficaram muito agitadas. Na conclusão, eles explicam que há um outro momento em que o cérebro se comporta de tal forma: durante a fase do sono na qual o ser humano verdadeiramente sonha. "Essa disposição do padrão neural pode fornecer um contexto cognitivo que permite a emergência da atividade criativa espontânea", escrevem os pesquisadores.

Em outro estudo, Allen fez um extensivo rastreamento cerebral de rappers, mostrou que inibições e autocensura eram suprimidos, enquanto áreas de processamento de linguagem e emoções se acendiam durante a improvisação de rimas. Diferentemente dos jazzistas, rappers apresentaram alterações nos centros neurais de processamento de linguagem - quando mais criativos os raps, mais forte a atividade na região.
 
 

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