"Baterista e produtor musical atuante profissionalmente desde 1999, estudou com Luis Henrique, Pascoal Meirelles, Oscar Bolão, Escola Portátil de Música, Conservatório Brasileiro de Música e atualmente na P.I.T, em Los Angeles. Tocou e gravou com bandas expressivas do cenário underground do Rio de Janeiro, bem como freelancer em diversos projetos ao vivo ou em estúdio. Possui seu próprio estúdio, onde gravou bandas de SP, MG e RJ e ministra aulas de bateria."

Introdução - Como estudar

31 de março de 2012, por Gustavo Campos
Hey, bateras! Como estão?

Me chamo Gustavo Campos e a partir de agora estarei aqui com vocês. Espero que seja proveitoso para ambas as partes.

Dando início ao meu primeiro artigo, gostaria de explicar que tentarei ao máximo que os artigos sigam uma sequência, lógico que em algumas situações isso não será possível ou irei optar por quebrar a sequência para o bom andamento das coisas.

Pois bem, como estudar? Essa é uma das perguntas mais feitas de workshops à salas de aula do mundo todo, tanto é que a P.I.T tem uma matéria eletiva só sobre esse tema. Não tenho a pretensão de dar uma resposta definitiva sobre essa pergunta, cada pessoa tem suas particularidades e devemos respeita-las, mas vou colocar meu ponto de vista, às vezes não ortodoxo, sobre o que vi e principalmente sobre o que vi que funcionava, ao longo dos anos.

Essa pergunta carrega consigo outras implicações, como:

- Tempo de estudo
- Maneira de estudar

Tempo de estudo - Um médico atende no consultório por 8 horas, um jornalista fica na redação por 8 horas, um garçom serve no restaurante por 8 horas... e o baterista?

Veja bem, não estou dizendo que você deve tocar/estudar por 8 horas diárias, minha intenção é causar reflexão sobre quanto tempo diário você se dedica ao seu instrumento e sobre ser o mais profissional possível. Se deseja levar realmente a sério, isso se faz essencial e está diretamente ligado ao alcance de seus objetivos. Com certeza é melhor estudar 15 minutos do que não estudar. Uma boa dica, que eu costumo usar, é praticar os rudimentos assistindo TV ou usando a internet, sem metrônomo, quando é pura e simplesmente com intuito de melhorar execução dos movimentos e interiorização dos mesmos e com metrônomo quando é com intuito de melhorar meu “time”. O fato de ter o som da TV e o som do metrônomo juntos te leva pra uma situação próxima a de um estúdio de gravação, onde você irá ouvir os outros instrumentos, como guitarra, baixo, voz, e o click do metrônomo, sabendo dividir sua atenção entre eles sem que se perca na música.

Maneira de estudar - Existem muitos métodos e todos tem seu valor, mas acredito que exista um consenso de que o Stick Control, do George L. Stone, seja o principal e o mais usado. É o fundamento da bateria e proponho começarmos com ele. Irei mostrar como o estudo mais a frente, num próximo artigo. 

Por agora o que tenho a falar sobre isso é que sou partidário de iniciar os exercícios em um andamento confortável, nem lento nem rápido, 60-80 BPM talvez, para não forçar, depois, progressivamente, aumentar até chegar próximo ao seu limite, sem nunca estrapolar. Depois vem o que considero muito importante: fazer os mesmos exercícios em um andamento extremamente lento. Você vai perceber o quão desconfortável e difícil pode ser tocar nessas condições e vai criar bases sólidas. Procure sempre atentar para o som emitido, se as notas das 2 mãos soam iguais, com a mesma intensidade. E a ordem é essa mesmo, BPM confortável - BPM rápido - BPM lento. Depois irei mostrar exercícios para “limpar” sua bateria.

Então é isso galera, até o próximo artigo, onde começaremos os trabalhos. 

Stay killer!!!

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