Tecnologia para bateristas - Parte 2

21 de outubro de 2008, por William Lopes

Tecnologia para bateristas – parte 2 – MIDI

Olá a todos. Continuando a história da bateria eletrônica, não poderia deixar de mencionar o assunto que por vezes é o que mais causa confusão, o MIDI!
 
Mas o que é MIDI?

MIDI (Musical Instrument Digital Interface) é um sistema de comunicação digital utilizado para a transferência de informações entre instrumentos e equipamentos eletrônicos utilizados em aplicações musicais (sintetizadores, baterias eletrônicas,processadores de efeitos, mesas de mixagens, etc).

Esse meio de comunicação teve início em 1982, através de Dave Smith, um construtor norte-americano de sintetizadores, que sugeriu aos fabricantes concorrentes de instrumentos musicais, produzissem uma interface padrão que permitisse a comunicação entre seus produtos. Essa idéia foi aprovada e regulamentada pela MMA (MIDI Manufactures Association) e JMSC (Japan MIDI Standards Committee), e então surgiu o protocolo MIDI.

O MIDI possibilitou a evolução informática na música com o desenvolvimento dos primeiros programas de seqüenciamento e notação para computadores, diversos outros aparelhos passaram a utilizar o MIDI para fins de sincronização, como ossistemas de efeitos e iluminação de palco.

Funcionamento do MIDI

O MIDI na bateria eletrônica funciona da seguinte forma: ao ser tocado um pad, ele transmite uma mensagem codificada digitalmente que informa qual foi o pad tocado e com que força ele foi tocado. Essa mensagem pode ser enviada pelo cabo MIDI e ser recebida por outro módulo, que então executará, com seu próprio timbre, a mesma nota musical. Vale lembrar que MIDI não é som! É somente dados de equipamentos!

Aplicação do MIDI

A aplicação mais comum que se faz do MIDI é o controle de um instrumento a partir de outro. Para isso, basta conectar a saída MIDI de um módulo à entrada MIDI de um teclado, por exemplo, e configurar corretamente as condições de transmissão e recepção em cada um. Assim, quando se toca uma nota no primeiro instrumento, este manda uma mensagem que faz o outro executar a mesma nota. Dessa mesma forma podemos conectar o módulo a um computador e disparar os timbres de algum software.
É isso ai galera! Na próxima falaremos sobre as configurações MIDI e outros ajustes dos módulos.
Texto baseado nos livros “MIDI Total” de Miguel Ratton, “Música e Tecnologia - o som e seus novos instrumentos” de Paulo Zuben e textos de Bruno E.

William Lopes é baterista e produtor musical, formado pela Universidade Anhembi Morumbi, IP&T e UL&M. Trabalha com o cantor digo Padovan e a dupla João Marcos e Alessandro.

Site: www.williamlopes.com

 

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