Nascido em Curitiba, é baterista profissional desde 1998. Estudou na escola Drum Time, com Joel Jr., no Conservatório Souza Lima, com Carlos Ezequiel e teve aulas particulares com Cláudio Oliveira. Também participou de oficinas de música com Xande Figueiredo, Oscar Bolão, Cuca Teixeira e Edu Ribeiro. Atualmente toca no Emmanuel Bach Trio e no grupo do guitarrista Fabio Hess. Participou de apresentações ao lado de Raul de Souza, Robertinho Silva, Mauro Senise, Idriss Broudrioua, Toninho Ferragutti, Jorge Helder, Ademir Cândido, Jorginho Trompete, Joris Roelofs e Oscar Stagnaro. É endorser Bosphorus Cymbals.

Tocando com vassouras 1

06 de março de 2013, por Fernando Rivabem


Neste artigo irei abordar uma série de combinações em 12/8 para vassouras. O intuito é trabalhar a independência e o feel apropriado para cada situação.
 
Vale ressaltar que a arte de tocar com vassouras é quase que um mundo a parte, já que além de percutir podemos criar diversas texturas sonoras. O simples ato de raspar a pele da caixa pode ser um tanto quanto complicado no começo, pois exige uma certa concentração, além de prática, para encontrar e posicionar os tempos dentro dos círculos. Outras formas podem e devem ser usadas, mas começaremos com os círculos na mão esquerda, no sentido horário.

A primeira coisa a fazer é tocar cada exercício e cada membro separadamente. Concentre-se, principalmente nas figuras de mão esquerda. Os tempos anotados (e por vezes subdivisões) devem cair sempre no mesmo lugar do círculo, criando uma sonoridade constante. Procure ?desenhar? os círculos sempre com o mesmo tamanho, pois isso pode alterar e muito os fatores volume e timbre. Lembre-se que alguns exemplos de mão esquerda funcionam melhor em determinados andamentos. Normalmente as figuras mais longas cabem bem em andamentos mais rápidos, enquanto que as mais curtas podem soar melhor em andamentos mais lentos. Experimente ao máximo!

Certo, agora sim comece as combinações. A primeira etapa deve ser feita da seguinte forma: mantenha três membros fixos enquanto experimenta variar um deles. Utilizei um exemplo no vídeo, onde mantenho a figura de mão direita, bumbo e chimbal, enquanto vario as figuras de mão esquerda. Se tiver dificuldade nas transições estude cada combinação separadamente. Evidentemente, algumas combinações soam mais orgânicas, enquanto outras nem tanto, mas mesmo assim vale a pena experimentá-las.

Neste ponto é interessante notar que as figuras de mão direita soam muito mais cheias se tocadas em diferentes partes da pele, de preferência evitando onde a mão esquerda está raspando. No vídeo perceba a movimentação e relação entre as duas mãos.

Experimente tocar com diferentes sensações ou 'feels' (semicolcheias retas ou swingadas). Dependendo da situação é essencial ter estas cartas na manga.

A segunda etapa consiste em improvisar e encontrar suas próprias variações. É claro que alguns estilos pedem grooves mais simplificados, mas nunca é demais testar novas ideias e encontrar a sua própria maneira de tocar.

Qualquer dúvida, meu email é: ferrivabem@gmail.com

Bons estudos!

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