Baterista João Viana prepara novo disco de Paulinho Moska e Fito Páez

02 de maio de 2015, por Rafael Ferraz
Chegando aos 21 anos de carreira com apenas 37 de idade, o baterista João Viana – herdeiro de um dos maiores músico da MPB, o cantor Djavan – celebra sua carreira de baterista em novo CD de Paulinho Moska com o argentino Fito Páez, numa produção entre Brasil e Argentina. Ainda sem título divulgado, o disco tem lançamento previsto ainda neste semestre, seguido de uma turnê com os músicos. 
 
"O que mais faço é ir para a estrada, é o que mais gosto", resume João, que também trabalha com trilhas sonoras e dá aulas de bateria, segundo nota da revista Época. "Acho que é muito bom para o artista fazer coisas diferentes. Trabalhar com tantos outros músicos, além de ser um grande prazer, só aumenta minhas possibilidades", conclui.

"Acho muito legal dar aula porque é uma forma de me aprimorar e de passar o conhecimento adiante. Eu aprendo muito também", garante ele, sempre conciliando suas turnês com o cargo de professor, agora na Oficina de Bateria Rui Motta, dando aulas na unidade da Barra da Tijuca - Downtown, no Rio de Janeiro (RJ).
  
 (Baterista João Viana | Foto: Divulgação)
 
Formado pelo IATEC (Instituto de Áudio e Tecnologia) em trilha sonora para cinema no ano de 2008, o baterista trabalhou entre 2009 e 2013 nas produtoras de áudio V12music e Audiotech, onde participou das produções de trilhas para clientes como: Jornal Extra, Coca Cola, Vale, Grupo EBX, Endesa, Taesa, Leite de Rosas, Chevrolet e muitos outros.
 
 
Entre alguns dos diretores com os quais já trabalhou, Viana cita em seu site os nomes de Vitor Lopes, Anne Guimarães, Claudio Peralta, Fábio Judice, Vicente Kubrusly, Duda Vaisman, Marcial Renato e Daniel Mattos. "Ao lado dos produtores Nado Zicker e Denis Porto, ganhei 2 prêmios de melhor trilha sonora com o filme independente 'Dia de Preto': Festival de Cinema de Petrópolis (2011) e Sunset Internacional Film Los Angeles (2012)."
 
 
Confira abaixo o breve Bate-papo Batera com João Viana:
 
Como tem sido seu trabalho na música ao longo da carreira como baterista? 
 
Estou há 21 anos no mercado profissional, tendo feito de tudo um pouco como baterista e de uns tempos pra cá, como trilheiro também. Tive banda de reggae, banda de rock, passei por Cássia Eller, Nando Reis, Leila Pinheiro, Jay Vaquer, Seu Jorge, Djavan, Ana Carolina, Vanessa da Matta, Luiza Possi, Toninho Horta, Pedro Mariano, Flávio Venturini enfim, seja em estúdio ou nos palcos, acompanhei e acompanho muitos artistas do Brasil e do mundo.
 
E quanto as outras atividades?
 
Comecei a dar aulas particulares em 2000, mas sempre encaixando nos espaços entre as turnês e gravações. Agora estou nessa parceria com a Oficina de Bateria do Rui Motta aqui no Rio.
Meu trabalho como trilheiro é algo que amo profundamente também e, me coloca em contato com outros instrumentos, ampliando os horizontes musicais.
 
(Ensaio em Buenos Aires, Argentina | Foto: Reprodução/Instagram, Paulinho Moska) 
 
 
Tocando com o Paulinho Moska há bastante tempo, o que você pode adiantar sobre esse disco?

Toco com o Paulinho Moska desde 2008 e tocamos com frequência em países como Argentina, Uruguai, e Colômbia. Esse projeto com o Fito Paez nasceu no ano passado e gravamos o disco aqui no Brasil, produzido pelo Liminha. Gravei 18 faixas no total mas o disco deve sair com 12. O disco sairá em breve.
 
Como é trabalhar com o argentino Fito Páez?
 
Foi uma experiência muito boa, Fito é um grande artista, ótimo músico também. Ensaiamos em Buenos Aires para apresentar 7 músicas desse trabalho numa convenção da Sony Music lá no Panamá. Foi bem legal.
 
 
Baterista João Viana Site Oficial Trilhas e Ritmos 
 

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