Conheça o batera Rick Pivetta, do Mato Grosso do Sul para Califórnia

01 de junho de 2015, por Rafael Ferraz
Depois do single Metamorphosis, a banda de metal progressivo e alternativo radicada em Los Angeles, Califórnia (EUA), Tribe acaba de lançar seu primeiro CD de 12 faixas, com sessões de gravação e mixagem ao longo dos últimos 18 meses.
 
Para lançar 'Atlas', álbum que foi gravado de forma 100% independente, o trio criou seu próprio selo Primitive Records, também para os próximos materiais da banda. O trabalho foi gravado no Echo Bar Recording Studios em North Hollywood (EUA), junto com o produtor musical Erik Reichers.

Além da distribuição física via Primitive Records, este primeiro disco do trio americano, que já divulgou diversos vídeos e faixas nas redes sociais, está disponível no iTunes e nas principais lojas de música digital.                                                      (Foto: Bonnie Neal Photography)
 
Com o vocalista britânico Jamie Waite no baixo, a banda conta com mais dois brasileiros, Denner Vieira (guitarra) e o baterista Rick Pivetta - novo entrevistado do Site Batera. Neste bate-papo, Rick que fala um pouco sobre a experiência de gravar um material com guitarras pesadas e efeitos eletrônicos, mas com pegada na batera cheia de referências percussivas da música brasileira. 
 
(Foto: Robert Sebree Studios) 
 
Formada em 2010, a Tribe lançou em 2013 o EP debut Through The Veil, que marcou o início da parceria com o co-produtor de Atlas, Erik Reichers. Antes disso, o baterista Rick Pivetta surgiu na cena metal underground do Mato Grosso do Sul, onde tocou por mais de 10 anos. Ele deixou sua terra natal e a zona de conforto para viver nos Estados Unidos, juntamente com seu parceiro de palco Denner Vieira, onde conheceram o britânico Jamie Waite e fundaram a banda Tribe.


CONFIRA O BATE-PAPO:

Como é trabalhar com um produtor como o Erik Reichers?

Erik é um produtor bem exigente, que sempre tenta tirar o melhor de você. Foram longas horas de gravação até conseguirmos o take perfeito que mostrasse o potencial de cada música, porém, tudo fluiu muito naturalmente pois já tínhamos feito toda a pré-produção de cada música em nosso estúdio antes da gravação. Tudo começou em 2012 quando o produtor musical Adam Klumpp, que também ajudou na gravação do álbum “Atlas”, nos apresentou ao Erik. Aí em 2013 lançamos o nosso EP debut, “Through The Veil”, e a parceria continuou.

Você teve liberdade na gravação da bateria ou precisou seguir as direções da produção?

Tive liberdade total em todo decorrer da gravação, aliás isso é um ponto fundamental para a criação das nossas músicas. Todos os membros da banda têm a liberdade necessária para criar e experimentar o que for preciso.
 
 (Foto: Bonnie Neal Photography)
  
Quais referências percussivas da música brasileira você buscou para compor a pegada da bateria nas músicas?

Com certeza o maracatu foi a maior influência que eu tive em todo o decorrer do álbum, além de outros ritmos, é claro, essa mistura sutil que eu adiciono nos grooves de batera da banda na verdade foi um motivo que sempre chamou muita atenção do pessoal aqui nos Estados Unidos, como os produtores Erik Reichers (Bono) e o Adam Klumpp (Black Label Society).

O você teria para destacar sobre a gravação da bateria do CD?

Em relação à composição das faixas e à gravação da bateria do álbum novo para mim foi tudo bem espontâneo e natural, nenhuma parte foi forçada. Eu tive todo um trabalho para manter a composição honesta em relação as minhas raízes musicais, e pelo motivo de a nossa música ter muita dinâmica foi fácil adicionar elementos de percussão e bateria eletrônica. Nas gravações tive o trabalho em manter a bateria com um groove forte e sólido para que o resto fosse adicionado mas não como foco principal. Nós mantivemos as gravações ‘old school’, tocamos as músicas várias vezes ‘ao vivo no estúdio’ até obtermos o take perfeito.
 
 (Foto: Bonnie Neal Photography)
  
E quanto a gravar num estúdio como o Echo Bar Recording Studios, em relação ao que temos no Brasil?

O Echo Bar (localizado em North Hollywood) nos possibilitou experimentar bastante, pois tivemos muitas opções de diferentes equipamentos de guitarra, baixo e várias opções de bateria, caixas de bateria, mics, etc., além do tratamento acústico da sala principal, que é sem palavras. Eu não tive muita experiência no Brasil em estúdios do mesmo porte, mas acho que a diferença maior em alguns estúdios é a opção de equipamentos, que às vezes dificulta. Eu tive um home studio depois de ter morado em Londres (Inglaterra) e produzia minhas próprias gravações. Quando você mora no Brasil tudo é muito mais caro e pouco acessível, aí quando você muda para cá, por exemplo, não ter isso ou aquilo não é mais um problema, o que facilita e melhora a forma de passar sua mensagem. Equipamentos são apenas ferramentas que ajudam você a traduzir melhor seu som, não é fundamental na minha opinião, porém, ajuda bastante.

Quais serão os próximos passos da Tribe? Shows no Brasil?

No momento, a Tribe está agendando shows na Califórnia para o começo do verão daqui (a partir de junho), e posso dizer que já estamos planejando uma eventual visita ao Brasil, ainda sem data marcada.

 
CD Atlas, banda Tribe iTunes | Amazon | Google Play | Rdio 




Ouça 'Atlas' no SoundCloud:

Confira o track listing:

1. Lost
2. Metamorphosis
3. Burn The Empire
4. Terreiro
5. Global Hysteria
6. Conduit
7. Manifest
8. The Fix
9. Helix
10. Trojan
11. Gravity
12. Mangue

 

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