Ginger Baker critica Led Zeppelin e despreza o Heavy Metal

14 de junho de 2015, por Rafael Ferraz
O baterista Ginger Baker, fundador do Cream -- Eric Clapton (guitarra) e Jack Bruce (baixo) -- resolveu expressar sua opinião sobre uma das bandas de maior sucesso da história do rock n' roll e do heavy metal, Led Zeppelin. Baker já havia criticado o baterista John Bonham, e agora, além de aprofundar no assunto, as críticas também se estendem ao resto da banda. 
 
 
Em entrevista ao Forbes.com, ele foi questionado se considerava o Zeppelin como uma das grandes bandas que surgiram sendo influenciadas pelo Cream, e respondeu sem medo:

Jimmy (Page) é um bom guitarrista. Eu não acho que o Led Zeppelin preencheu o vazio que o Cream deixou, mas eles fizeram muito dinheiro. Eu provavelmente devo gostar de uns 5% do que eles fizeram -- algumas coisas eram até bastante boas. O que eu não gostava era daquela merda de ‘bish-bash, jing-bap, jing-bash’ pesada.
 
 
"Anos atrás, o John (Bonham) disse que ‘existem dois bateristas no rock and roll, Ginger Baker e eu’. De nenhuma maneira John chegou perto do que eu sou. Ele não era um músico. Muitas pessoas não se tocam que eu estudei. Eu sei escrever música. Eu costumava escrever enormes partes para a banda em 1960, 61. Eu sentia que se eu era um baterista, eu precisava aprender a ler partituras. Eu era tão bom em ler que um cara de uma dessas bandas grandes me disse para pegar dois livros. Eu estudava eles ao mesmo tempo. Um era sobre regras de harmonia básica, o outro sobre como quebrar essas regras". (risos).
 
No entanto, além desses comentários, Ginger Baker também fez críticas ao Heavy Metal, estilo que algumas pessoas tentam relacionar o Cream como forte influência, mas que o baterista prefere se distanciar.
 
 
"Aquelas pessoas que usam calças spandex com maquiagem carregada -- eu acho aquilo terrivelmente repulsivo, sempre achei. Vejo que dizem que o Cream foi meio que um dos pais do Heavy Metal. Bem, se dependesse de mim eu preferia ter abortado (risos). Detesto profundamente o Heavy Metal, acho que o gênero é um aborto".

"Muitos caras me dizem 'você foi uma das minhas grandes influências, a energia que você castigava a bateria'. Eles não entendem que eu batia forte para ouvir o que estava tocando. Era ódio e dor, não diversão. Eu sofria no palco por causa do alto volume dos amplificadores. Não gostava disto na época, hoje gosto menos ainda".

Mesmo assim, Baker está satisfeito com o que conseguiu realizar, mas reclama como os músicos não se esforçam tanto para estudar o que tocam. "Até Paul McCartney precisa de alguém pra escrever essas coisas (partituras) para ele. E ele acha que isso é bom".
 
 
Esta portanto, não é a primeira vez que Baker expressa desprezo por um de seus companheiros e lendas do rock. Dois anos atrás, ele deu umas alfinetadas nos Rolling Stones, The Who e até Bob Dylan. Sua atitude já famosa desse tipo de confronto, como aponta o site Ultimate Classic Rock, foi detalhado no documentário de 2012, 'Beware of Mr. Baker' (Cuidado com o Sr. Baker).


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