Marcelo Nova mostra ‘som que está em extinção’ no Lollapalooza

10 de abril de 2012, por Site Batera
Ao som de jazz – que logo se transformou, obviamente, em rock – Marcelo Nova começou sua apresentação no Lollapalooza às 14h, sendo a primeira atração brasileira do palco Cidade Jardim. O local já contava com um numeroso volume de pessoas e, ainda que muitos estivessem ali para ver o Foo Fighters,

Pouco antes do início, o público gritou à produção do cantor pedindo por água, e logo foi atendido com dezenas de garrafas lançadas em sua direção. Com a banda já no palco, Marcelo Nova abriu os serviços com “Chamam isso rock and roll”, seguida por “Hoje”.

Antes de tocar “O mundo está encolhendo”, jurou que estava bebendo “somente água”. E, para provar que estava dizendo a verdade, lançou a garrafa, cheia até a metade, para os fãs que sofriam com o forte calor.

O rock clássico e direto de Marcelo Nova satisfez os presentes, mesmo aqueles que não conheciam o repertório do rockeiro, muito porque suas canções geralmente tem um instrumental animado e, suas letras, são irônicas e bem humoradas.

Nova provou ser uma boa escolha para o festival: é uma figura carismática e fácil de gostar, sempre dizendo o que os amantes do rock querem ouvir. No palco, é acompanhado por uma banda competente e afiada, que foi ouvida de forma nítido graças ao ótimo som do palco Cidade Jardim.

No meio da apresentação, o músico logo afirmou porque estava ali após agradecer aos fãs. “Obrigado por enfrentarem o calor para nos assistir”, disse. “Por outro lado, vocês serão testemunhas de um som que está em extinção”, concluiu, debaixo de aplausos.

No fim, Nova criticou o protocolo do bis, quando o artista costuma deixar o palco e, segundo ele, “todos sabem que o babaca vai voltar”. “Nós vamos pular essa parte. Nós vamos ficar por aqui”, anunciou, antes de tocar “Pastor João e a igreja invisível”.

Após apresentar os membros de sua banda – entre eles o guitarrista Drake Nova, “oriundo dos meus testículos” – encerrou o show no Lollapalooza com “Eu não matei Joana D’arc”, deixando o palco Cidade Jardim com a mesma pontualidade com que subiu nele, às 15h.

Fonte: Flávio Seixlack / G1

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