Drum Practice Pads

02 de setembro de 2007, por Tiago Domingues

Estudar bateria não é fácil, ainda mais quando se tem vizinhos bacanas, que amam o silêncio. Pois é, a batera faz barulho e, dependendo do que estamos tocando, faz um barulhão, infelizmente incomoda mesmo. Eu ficaria louco se meu vizinho fosse baterista e ficasse treinando papa-mamas e paradiddles na caixa o dia todo.

Os pads de estudo vêm para solucionar “em partes” estes problemas. Aqueles rudimentos repetitivos, e toda a parte técnica de baquetas pode ser desenvolvida silenciosamente com a ajuda da sagrada“borrachinha”, nossa segunda e compacta bateria.

A borracha “Drum Pratice”, não é um simples pedaço de borracha colado numa madeira, é um conjunto de materiais específicos e bem projetados, fazendo com que o batera tenha a sensação de estar tocando numa pele mesmo.
São vários modelos de pads, com texturas e combinações diferentes que proporcionam uma gama de resposta, rebote e até timbres variados.

Materiais:

Todos os pads são fabricados com MDF, uma madeira aglomerada de alta densidade que não esfarela, não solta felpa e não empena, muito usada em móveis de alta qualidade. Sua espessura é 18mm e garante uma boa estabilidade. Os cantos são rebaixados uniformemente e não há sinais de erros e defeitos na madeira. As borrachas ou superfície de “ataque” são três: borracha preta, bem dura, com rebote bom e um toque mais definido e audível. Ótima para estudar e escutar os rudimentos e frases rápidas, que numa borracha macia e silenciosa parecem perfeitos, mas ao tocar na batera ou outra superfície, descobrimos que ainda tem muito chão pela frente. borracha bege, mais macia, com bastante rebote e muito, mas muito silenciosa. Dá pra estudar assistindo televisão ao lado da namorada e ela nem vai dar nó. Por ser macia, o rebote é rápido, parecido com o de uma caixa, a baqueta pinga bastante quando soltamos na borracha. É boa para estudar tudo inclusive a posição das baquetas e pegadas. combinado de uma superfície de borracha macia com um plástico áspero. Esta sim, é a caixa perfeita, parece que estamos na batera de verdade. A superfície plástica é bem fina e sua “porosidade” é ideal para estudarmos com vassoura. Isso mesmo, pad pra vassourinhas. Uma ótima sacada. O som é tão bom que podemos colocar o pad em cima da caixa e tocar nele ao invés de tocar na pele. Uma camada emborrachada (uma espécie de EVA denso) fica entre a membrana plástica e a madeira, isso garante um volume de som e um bom rebote.

Formatos:

Os formatos são bem variados, agrada a todos os gostos e necessidades. Os grandes octogonais cabem encaixados numa caixa de 13” ou 14”, têm também os circulares que encaixam num tambor de 12”, os menores octogonais de aproximadamente 8”, o pocketdrum (uma tabuinha de 3,5” por 7”), ótima para levar em qualquer canto (cabe no bolso) e as caixinhas inclinadas, ideais para se colocar em cima de uma mesa.

Os pads têm borrachas coladas dos dois lados e em várias combinações. Aqui vão algumas.

Pad grande octogonal ou circular com um lado preto, outro bege.

Pad grande octogonal ou circular com um lado metade preto e metade bege e outro lado áspero.

Pad pequeno octogonal com um lado preto e outro bege.

Pocketdrum com um lado preto e outro bege.

Caixinha inclinada com metade preta e metade bege.

* Pode-se também conseguir pads com os rudimentos impressos, na própria borracha, ótima idéia, prático, ideal para os esquecidos e preguiçosos.

Resumo:

Não tem mais choradeira, dá pra estudar em silêncio sim! Os pads são ótimos, versáteis e a combinação de materiais permite até a criação de exercícios com dois ou mais timbres e texturas. Talvez tenha faltado algum modelo com uma porca em baixo para fixação num pedestal.

O modelo Gene Krupa poderia ter os pés em ventosa, no lugar dos pezinhos de borracha, o que garantiria uma ótima estabilidade numa mesa ou mesmo numa pele de bateria. Pequenos detalhes que não comprometem de maneira alguma a eficiência do produto.
Parabéns ao fabricante.

Mais informações: www.drumpads.com.br

* O estudo na borracha não substitui totalmente a prática na bateria claro!

Tiago Domingues é formado pelo Curso de Bateria MPB/Jazz do Conservatótio de Tatuí e Graduado pela Unicamp. Trabalha ativamente tanto na área da música instrumental quanto como sideman. É professor de música na região de Campinas e Sorocaba e membro do grupo de música instrumental brasileira Amanajé, com quem gravou um CD que conta com a participação de Arismar do Espírito Santo e Michel Leme.

 

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