Kit de Ferragem da Odery Privilege

19 de agosto de 2007, por Tiago Domingues

A Odery é uma empresa extremamente dinâmica. Sempre focada em novidades e melhorias, trabalha a todo vapor numa constante busca de oferecer a melhor ferramenta à comunidade baterística brasileira e mundial. Vamos falar aqui sobre o kit de ferragens que acompanha a linha Privilege, especialmente desenvolvido pela Odery.

Pedestal de prato reto:
O pedestal tem os pés duplos, os tubos são largos e é muito estável. Por estas qualidades, dá pra se colocar tranquilamente os clamps de tons e pratos adicionais. Eu usei o meu, com um prato de ataque, dois tons e ainda mais um clamp de prato para  o splash. O pedestal nem se mexeu e nem precisei abrir muito o seu pé.
Tem memória pra tudo. As memórias estão em todos os tubos e também no pé para que consigamos ter sempre a mesma abertura do pedestal.
As travas de ajuste de altura são ótimas. O parafuso de aperto fica em posição lateral, e não frontal, evitando amassar o tubo para aqueles que gostam de apertar demais. Um leve aperto e já está travado.
O visual dela é fantástico. A peça é robusta, firme, o acabamento é bom, as borboletas e parafusos seguem um modelo bem bacana arredondado e as memórias combinam com o conjunto. Não é aquela ferragem que fica escondida atrás do surdo, pode por na frente que ela é pra ser mostrada.

Pedestal girafa:
O pedestal girafa possui o seu extensor de tamanho médio em ferro maciço com ranhuras para um melhor travamento.
O ponto alto deste pedestal é o parafuso que prende o extensor, que por sinal é o mesmo que regula o ângulo dele. O parafuso tem um mecanismo que faz com que a borboleta gire sem que o parafuso gire junto, isso é ótimo para um ajuste em lugares delicados, e na hora de guardar também.
Pode-se usá-lo como pedestal girafa ou como reto, pois o extensor pode ser guardado dentro do tubo do pedestal.
As características e medidas da base são as mesmas do pedestal reto.



Máquina de chimbal:

Nossa! A máquina é impressionante. Tem vários ajustes. Segue as características do conjunto, porém, não é um tripé. Tem apenas dois pés e estes giram por meio de ajustes para facilitar a colocação de outros pedais junto ao chimbal.

A base da sapata é que sustenta e substitui o terceiro pé. Ela é presa com a chavinha padrão e possui uma trava para não deixar os roqueiros com uma pulga atrás da orelha. Ela agüenta mesmo!
Outra coisa legal, é que com esta base, dá pra se ter uma pequena inclinação do conjunto, já que ela é móvel.
Falando em inclinação, o ajuste na taça é lindo. É um sistema diferente onde o parafuso não entra em contato com o prato e funciona muito bem.

A mola tem ajuste de pressão, a presilha funciona como manda o figurino e a base possui parafusos com ponta e velcro pra melhor fixação no chão ou carpete.


Pedestal de caixa:

O pedestal, como não podia deixar de ser, tem muitos recursos. As memórias estão presentes, a inclinação da caixa é por esfera e não por dentes. Você inclina pra todos os lados e o pedestal fica parado, ótimo!
A garra que prende a caixa possui um ajuste especial que prende tanto as caixas comuns como as de menor tamanho. Prende tudo e não machuca a caixa. O ajuste geral da garra é por rosca sem fim, muito fácil de ser usado.



Pedal de bumbo:

Tem a base fixa na sapata e todos os ajustes que você possa imaginar. Tensão da mola, inclinação do batedor, altura da sapata e do batedor, etc.. Quase tudo por rolamentos.
É extremamente silencioso e rápido.
A base garante uma firmeza impressionante, segura até o bumbo, se este estiver indo pra frente.
A ligação entre a sapata e o mecanismo é feita por uma corrente dupla indestrutível.
O batedor(pirulito) possui duas faces, uma de feltro e outra mais dura, de plástico e seu equilíbrio é ótimo. Tem uma pequena memória que pode também ser usada para equilibrar o peso, dependendo do ponto em que você coloca esta memória na haste do batedor. O ajuste de altura pé feito por dois parafusos para aumentar a segurança do batera inseguro.
A garra que prende o pedal no bumbo é larga, emborrachada e o parafuso de fixação fica por fora da sapata e não em baixo.
Estranhei um pouco a altura da sapata no calcanhar, é mais alta que o de costume.
É um pedal tão completo que no começo você até estranha, mas depois se apaixona.


Clamps dos tons:

São super práticos e bonitos. Em ferro fundido e cromado tem um bom ajuste no pedestal, nem precisa apertar muito. Sua colocação é rápida e simples.
A parte que prende o tom é em esfera, com várias possibilidades de ajuste e com parafuso lateral para não danificar a esfera.
E é claro! Tem memória.

As canoas e canecas são muito bonitas e funcionais.
A caneca é fácil, um simples giro no parafuso lateral e o tom está solto. O mesmo procedimento para prendê-lo. No surdo é a mesma caneca, casando com todo o conjunto.
As canoas são pequenas e delicadas, porém agüentam tranquilamente a pressão de uma pele muito esticada como a da caixa por exemplo.

Alguns pontos a melhorar:
As garrinhas do bumbo são bonitas e escondem a cabeça do parafuso, mas um pouco largas demais para a espessura do aro de madeira. Às vezes ela fica dançando no aro, quando a pele do bumbo está um pouco frouxa.
O sistema de suspensão pode ter um outro ponto de fixação, pois este junto ao aro e parafuso de afinação acaba por forçar demais o aro e quando colocado no suporte, estica um pouco a pele devido ao peso do tambor, mudando a sua afinação.

Conclusão:
Mil qualidades e alguns pequenos ajustes que não comprometem o resultado do conjunto.
Acredito que este grupo de ferragens foi pensado e criado para resolver todos os problemas dos mais exigentes bateristas.
Agora é só comprar um case ou bag com rodinhas e mandar pau. O negócio é pesado!

Site oficial: www.oderyprivilege.com.br

Tiago Domingues é formado pelo Curso de Bateria MPB/Jazz do Conservatótio de Tatuí e Graduado pela Unicamp. Trabalha ativamente tanto na área da música instrumental quanto como sideman. É professor de música na região de Campinas e Sorocaba e membro do grupo de música instrumental brasileira Amanajé, com quem gravou um CD que conta com a participação de Arismar do Espírito Santo e Michel Leme.

Veja também: Últimos reviews